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Caminho interrompido

 

Caminho interrompido é a metáfora perfeita da falta de perspectiva. Um sentimento que pode ser individual ou coletivo, e marca o momento atual de nossa Nação.

O aumento de impostos em um país que já tem taxas elevadas e comparadas às de nações como a França ou Alemanha, com uma diferença, que enquanto por lá se dispões de boas estradas, educação e saúde que por aqui se deve pagar por tudo isso de novo, levanta uma questão séria: o Brasil tem jeito?

Começando pelo negativo eu diria que não. No modelo que se espelha atualmente não, pois já chegamos ao máximo que se pode pagar de impostos, lembrando sempre que os impostos servem para estabelecer a equidade em sociedades democráticas e não para custear a vida de poucos. Não tem jeito porque os filhos de políticos estudam em escolas particulares, e políticos têm planos de saúde privados custeados com o dinheiro público. Não tem jeito porque tudo é urgente e onde tudo urge não se faz o necessário.

Quem interrompeu o caminho? Nos últimos dias dizem que foi o governo atual, meses atrás pensavam que foi o governo antecedente, e, quando este cair, a culpa será do próximo. Entretanto, parece que o caminho foi interrompido por todos nós. Foi interrompido num jeito ou mau jeito de fazer as coisas, onde o juízo mais alto que se tem num incidente de trânsito é sobre o prejuízo com pneu do carro no buraco, e não sobre o fato que não se faz uma estrada que preste. Esse juízo interrompe o caminho e fecha o futuro.

Mas, pensando bem, acho que o Brasil tem jeito, desde que reconheça a enorme pilha de empecilho que o impede de seguir adiante. Desde que abandone a retórica e reconheça o real estado das coisas.

Há de se falar do aumento da riqueza dos brasileiros, pois será impossível para o Estado provir um tão grande número de pessoas em suas necessidades básicas. Há de se fazer coisas definitivas e de se exigir coisas definitivas, pois um trem bala para um povo que não é familiarizado com o transporte ferroviário é só uma curiosidade.

É necessário inverter a lógica da desconfiança e começar sempre pela confiança, esse é o critério para por fim a rede burocrática que tudo trava e impede os ágeis de se locomoverem. A burocracia não é a corrente que sustentam as pernas, ela é o peso que não deixa o corpo se movimentar, mas, talvez já tenhamos nos esquecido disso.

Por fim, o Brasil tem jeito se parar de dar jeito em tudo e começar fazer as coisas com coragem, inteligência e determinação. Se não, não!

 

Pe. Lindomar Rocha Mota

 

Caminho interrompido é a metáfora perfeita da falta de perspectiva. Um sentimento que pode ser individual ou coletivo, e marca o momento atual de nossa Nação.

 

O aumento de impostos em um país que já tem taxas elevadas e comparadas às de nações como a França ou Alemanha, com uma diferença, que enquanto por lá se dispões de boas estradas, educação e saúde que por aqui se deve pagar por tudo isso de novo, levanta uma questão séria: o Brasil tem jeito?

 

Começando pelo negativo eu diria que não. No modelo que se espelha atualmente não, pois já chegamos ao máximo que se pode pagar de impostos, lembrando sempre que os impostos servem para estabelecer a equidade em sociedades democráticas e não para custear a vida de poucos. Não tem jeito porque os filhos de políticos estudam em escolas particulares, e políticos têm planos de saúde privados custeados com o dinheiro público. Não tem jeito porque tudo é urgente e onde tudo urge não se faz o necessário.

 

Quem interrompeu o caminho? Nos últimos dias dizem que foi o governo atual, meses atrás pensavam que foi o governo antecedente, e, quando este cair, a culpa será do próximo. Entretanto, parece que o caminho foi interrompido por todos nós. Foi interrompido num jeito ou mau jeito de fazer as coisas, onde o juízo mais alto que se tem num incidente de trânsito é sobre o prejuízo com pneu do carro no buraco, e não sobre o fato que não se faz uma estrada que preste. Esse juízo interrompe o caminho e fecha o futuro.

 

Mas, pensando bem, acho que o Brasil tem jeito, desde que reconheça a enorme pilha de empecilho que o impede de seguir adiante. Desde que abandone a retórica e reconheça o real estado das coisas.

 

Há de se falar do aumento da riqueza dos brasileiros, pois será impossível para o Estado provir um tão grande número de pessoas em suas necessidades básicas. Há de se fazer coisas definitivas e de se exigir coisas definitivas, pois um trem bala para um povo que não é familiarizado com o transporte ferroviário é só uma curiosidade.

 

É necessário inverter a lógica da desconfiança e começar sempre pela confiança, esse é o critério para por fim a rede burocrática que tudo trava e impede os ágeis de se locomoverem. A burocracia não é a corrente que sustentam as pernas, ela é o peso que não deixa o corpo se movimentar, mas, talvez já tenhamos nos esquecido disso.

 

Por fim, o Brasil tem jeito se parar de dar jeito em tudo e começar fazer as coisas com coragem, inteligência e determinação. Se não, não!

 

Pe. Lindomar Rocha Mota