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A Arquidiocese de Diamantina vive, desde o dia 09 de março, a transição de pastoreio. Nosso querido Dom João Bosco, concluindo seu trabalho missionário, entregou ao Santo Padre seu pedido de renúncia, conforme prevê a própria Igreja. O Papa Francisco decidiu, depois de um tempo, aceitar este pedido de renúncia e nos presenteou com um dom precioso: Dom Darci José Nicioli!

 

Assim sendo, a Igreja adamantina, agradecida pelos frutos colhidos sob o báculo de Dom João Bosco se prepara para receber seu 9° Pastor. Um tempo de grande profundidade espiritual, que deve ser vivido à luz da fé. Tempo de saborear o legado deixado por Dom João Bosco: o modo em que viu e anunciou Jesus Cristo e sua Igreja no contexto cultural em que vivemos, o seu carisma, os seus ensinamentos e aprimoramentos.

 

É, ao mesmo tempo, momento de grandes expectativas! Conscientes de que os Bispos tem o “direito sagrado, e diante do Senhor, o dever de legislar para os seus súditos, de julgar e regular tudo quanto diz respeito à organização do culto e do apostolado” LG 27, é que tomamos mais uma vez consciência de que Pastor forma gregis ex animo (o Pastor forma o seu rebanho a partir do seu coração) e se torna modelo do rebanho (1Pd 5,3).

 

O Arcebispo em saída foi nomeado como Administrador Apostólico, isto quer dizer que até a data da posse do Arcebispo nomeado, ele é quem governa a Igreja, como pastor próprio. Este período é chamado de “vacância” porque de fato, a sede está vacante. Com a tomada de posse do novo Arcebispo, (prevista para o dia 22 de maio) cessa a vagatura e assim assume efetivamente o governo da Arquidiocese o novo Arcebispo revestido de todo poder “ordinário, próprio e imediato” (cân. 381, do Código de Direito Canônico) que se requer para o exercício de sua função de pastor, com exceção das causas reservadas ao Sumo Pontífice. Assim a sede vacante se torna “sede plena”.

 

Cessam, durante a transição, algumas funções: a dos membros do Conselho Presbiteral, dos vigários gerais, dos vigários episcopais, dos vigários forâneos. Permanecem em suas funções: os membros do colégio dos consultores, os membros do Conselho Econômico e ecônomo, o chanceler, e os operadores da justiça (vigário judicial, promotor de justiça e defensor do vínculo). Pela natureza própria do ofício, permanecem também os Párocos. Igualmente, os administradores paroquiais e vigários paroquiais, não cessam suas funções.

 

Pe. Frederico Martins e Silva

Vigário judicial