Ascensão
1. É o mistério da glorificação de Jesus Cristo ao triunfar da morte pela sua ressurreição. Cumprida a sua missão, Ele voltou para o Pai “que está nos Céus” (como nos ensinou no Pai-Nosso); e, ao subir glorioso, prometeu preparar-nos lá uma morada definitiva e de lá, juntamente com o Pai, enviar-nos o Espírito Santo a acompanhar-nos na caminhada da vida. E, como subiu, assim descerá no fim dos tempos (*parusia) a julgar vivos e mortos. Os Evangelistas dizem que Jesus glorioso apareceu várias vezes aos seus discípulos para lhes reavivar a fé e os preparar para a sua missão. Mas só Lucas nos diz que as *aparições se deram ao longo de 40 dias (Act 1,3) e que a A. se deu perto de Betânia, no Monte das Oliveiras (Lc 24-50). Estas e outras concretizações explicam-se por motivos de ordem pedagógica, tendo em conta a mentalidade das primitivas comunidades cristãs muito próximas do Judaísmo. 2. A solenidade da Ascensão celebra-se, no Calendário Litúrgico Universal, 40 dias depois da Páscoa, na quinta-feira da VI Semana Pascal. Em Portugal, desde que este dia deixou de ser feriado nacional, passou a celebrar-se no VII Domingo da Páscoa. Porém, o povo das áreas rurais ainda guarda a tradição de ir ao campo na que chama Quinta-Feira da Espiga.
Assunção de Maria
Dogma solenemente definido por Pio XII em 1.11.1950, segundo o qual Nossa Senhora, no termo da sua vida mortal, foi elevada ao céu em corpo e alma. A Assunção da SS. Virgem é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos (Cat. 966). Os Orientais celebram este mistério desde o séc. V com o nome de “Dormição de Maria”. No calendário da Igreja latina celebra-se, com a categoria de solenidade, a 15 de Agosto.
Fonte: http://www.ecclesia.pt/catolicopedia/
A infalibilidade papal é exercida quando o Papa, como o sr. lembrou, se pronuncia "ex- cathedra", isto é, oficialmente como sucessor de Pedro em sua cátedra, como Bispo de Roma e soberano da Igreja Católica.
As condições para o exercício do carisma da infalibilidade, de acordo com o dogma estabelecido pelo Concílio Vaticano I, em 1870, são quatro:
1 - Que o Soberano Pontífice se pronuncie como sucessor de Pedro, usando os poderes das chaves, concedidas ao Apóstolo pelo próprio Cristo;
2 - Que se pronuncie sobre Fé e Moral;
3 - Que queira ensinar à Igreja inteira;
4 - Que defina uma questão, declarando o que é certo, e proibindo, com anátema, que se ensine a tese oposta.
Para exercer um ato infalivelmente, em qualquer documento ou forma de pronunciamento - seja numa encíclica ou num decreto especial, bula, constituição apostólica etc. - o Papa precisa deixar claro que o faz nessas quatro condições acima citadas.
Assim, por exemplo, o discurso de Paulo VI na ONU , no qual ele declara que lá se pronunciava como doutor em humanidades, não é infalível, porque ele não se pronunciou como Papa.
Recentemente, na encíclica Fides et Ratio, João Paulo II diz que fará "considerações filosóficas" (não recordamos suas palavras exatas, mas o sentido era esse). Isso, a nosso ver e salvo melhor juízo, não torna o documento citado infalível, pois, de novo, ele só se pronuncia como mestre de filosofia.
Pelo contrário, na encíclica Veritatis Splendor, quando João Paulo II declarou que o núcleo da encíclica ele o ensinou, usando o poder de Pedro, e que doravante ninguém poderia dizer o oposto e continuar a se dizer católico, esse núcleo da encíclica foi ensinado (salvo melhor juízo do que o nosso, que não somos nem juristas nem teólogos), infalivelmente.
Nos concílios ecumênicos, só é infalível a decisão que o Papa declarar tal, estabelecendo um anátema contra quem defenda a tese oposta. No chamado "latrocínio de Éfeso", em 449, concílio presidido por São Flaviano, nenhuma das decisões conciliares foi aprovada pelo papa, a não ser o chamado Tomo a Flaviano, carta enviada pelo papa São Leão Magno ao presidente do concílio, São Flaviano, condenando as heresias de Nestório e de Eutiques.
São Flaviano foi assassinado durante a assembléia ecumênica que, por isso é chamada o conciliábulo de Éfeso ou o Latrocínio de Éfeso.
Dom Paul Nau, em seu trabalho intitulado "Les encicliques, une source doctrinale", discute se nos documentos do magistério ordinário - documentos não ex cathedra - o Papa é infalível. E parece inclinar-se a favor da tese de que um ensinamento papal, mesmo não sendo ex cathedra, mas que se repete por um longo espaço de tempo, seria também infalível, porque Cristo prometeu assistir sua Igreja "todos os dias".
Outros há, que não aprovam essa tese, que seria um tanto vaga, pois que não se estabelece o que é um longo espaço de tempo.
Todos os Cocílios ecumênicos que foram declarados dogmáticos pelo Papa e concluíram lançando anátemas definidores de teses dogmáticas, são infalíveis nas decisões aprovadas como infalíveis pelo Papa.
O Concílio Vaticano II foi exceção única na História dos Concílios, pois que João XXIII, ao convocá-lo, e Paulo VI ao reconvocá-lo e ao encerrá-lo, declararam que ele era apenas pastoral, e que, por essa razão, não tinha valor dogmático.
Sendo meramente pastoral, ele pretendia dar apenas conselhos de orientação pastoral. É caso único na História. Por isso, o Vaticano II recusou lançar anátemas. Portanto, nada definiu dogmaticamente.
O Cardeal Ratzinger fez vários pronunciamentos explicando exatamente isso.
Muitos modernistas e progressistas, abusando da ignorância religiosa de nossos dias, e jogando com o termo "dogmático", pretendem que o Vaticano II é infalível, porque promulgou Constituções "dogmáticas", como, por exemplo, a Lumen Gentium.
Ora, o tema da Lumen Gentium é dogmático, isto é, relativo ao dogma, mas o tema não foi tratado nela dogmaticamente. Portanto, essa Constituição não é dogmática, nem infalível. Assim também, esta carta que lhe escrevo tem um tema dogmático, mas ela de maneira alguma é dogmática.
Quanto à questão do controle da natalidade, ele sempre foi condenado pela Moral católica. Já na Sagrada Escritura se lê que Deus condenou o onanismo, porque impedia a concepção. O fato de que o onanismo é um ato mecânico, impedindo a concepção, e a pílula seja uma ação química, não é suficiente para tornar a pílula anticoncepcional diferente moralmente do onanismo, porque o fim visado é exatamente o mesmo.
O homicídio por veneno é tão criminoso quanto o homicídio por estrangulamento.
Portanto, parece-me, salvo melhor juízo, que como o anticoncepcionalismo foi sempre condenado como antinatural, a decisão de Paulo VI jamais poderá ser reformada por qualquer outro Papa.
Esperando tê-lo ajudado, e aguardando novo contato, subscrevo-me
In Corde Jesu semper,
Orlando Fedeli.
Fonte: http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=papa&artigo=20040817204800&lang=bra
Acesse: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000626_message-fatima_po.html
E veja o que a Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano fala a respeito deste segredo
1) Observo que as perguntas vêm de uma pessoa que ou é EVANGÉLICA, ou pergunta motivada por uma influência tal. O universo das perguntas explicita a confusão criada - artificialmente, penso - pelas pessoas nas questões doutrinais.
PRIMEIRA QUESTÃO: Não há diferença nenhuma entre orar e rezar. São dois verbos do português que denotam bem o sentido da direção do fiel para o diálogo com Deus.
SEGUNDA QUESTÃO: Não devemos ter uma atitude de tipo "pode-não pode", como se a Bíblia fosse sinal de trânsito. Toda a vida do cristão e todo o ensinamento da Bíblia gira em torno do conceito de Aliança. Estabelecer uma ponte entre o homem e Deus que seja mantida pela fidelidade, confiança, respeito, maturidade. Tudo isto se dá dentro da CONSCIÊNCIA. Ela é o nosso "sacrário íntimo" de onde emana a Lei de Deus, quando cada um, em espírito de Aliança, conhece o que Deus quer de cada um.
Quanto à masturbação nem mesmo um trecho do Gênesis (38,8), onde se lê: Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão" , pode ser interpretado com uma diretiva contra a masturbação. Seria "forçar o texto" , pois isto não pertence a cultura judaica. O que está em jogo aqui é e FIDELIDADE do homem em se abrir para ter descendência e muito menos uma "técnica" para impedir tal.
Quanto a não ter relações sexuais antes do casamento, pertence não somente ao mesmo conceito de Aliança, mas a tantas outras culturas onde isto é importante. Várias passagens ilustram esta proposta, pois é comum na cultura oriental. Se em nosso tempo hoje, tal atitude não existe, não é porque está ou não está na Bíblia que devemos fazer ou não. Cada cristão precisa encontrar um caminho de consciência, responsabilidade, maturidade para julgar, pela sua fé e por aquilo que o constrói como pessoa a se realizar e realizar o projeto de Deus.
Resposta à pergunta: “O que a Igreja diz sobre a oração em línguas?”
Querido (a) irmão (a) internauta, o Concílio Vaticano II, num dos seus documentos mais importantes, Lumem Gentium, fala sobre os carismas: “Não é apenas através dos sacramentos e dos ministérios que o Espírito Santo santifica e conduz o Povo de Deus e o orna de virtudes, mas, repartindo seus dons ‘a cada um como lhe apraz’ (1Cor 12,11), distribui entre os fiéis de qualquer classe mesmo graças especiais. Por elas os torna aptos e prontos a tomarem sobre si os vários trabalhos e ofícios, que contribuem para a renovação e maior incremento da Igreja, segundo estas palavras: ‘a cada um é dada a manifestação do Espírito para utilidade comum’ (1Cor 12,7). Estes carismas, quer eminentes quer mais simples e mais amplamente difundidos, devem ser recebidos com gratidão e consolação” (LG, 12).
Este número da Lumem Gentium, como vemos, não fala especificamente do dom das línguas, mas de todos os dons especiais ou carismas que o Espírito Santo doa à sua Igreja. E, portanto, lança luzes especiais sobre a nossa reflexão sobre o dom de orar em línguas.
Nos últimos tempos, especialmente através dos movimentos pentecostais, na Igreja Católica, sobretudo através da Renovação Carismática, tem se tornado muito comum a experiência do dom das línguas. Este dom é apresentado por São Paulo na sua listagem dos carismas presentes na comunidade de Corinto (Cf. 1 Cor 12,10) e parece ter sido muito vivenciado pelos fiéis, de modo correto ou de modo a merecer correção (Cf. 1 Cor 14). Posteriormente, na história da Igreja, encontramos um silêncio a respeito do dom das línguas. De certo modo, existiu um grande silêncio teológico a respeito dos carismas, não só o das línguas. Mas a respeito do dom das línguas não encontramos nem mesmo expressivas menções de sua experiência na vida dos santos. Com o Concílio Vaticano II, expressivamente através do texto que transcrevemos no início, temos uma redescoberta do valor da dimensão carismática da Igreja. E só nas últimas décadas, com o surgimento dos movimentos pentecostais e da RCC, o dom das línguas voltou a ser vivenciado pelas comunidades. Para falar sobre este dom podemos partir, com segurança, somente das palavras do Apóstolo Paulo e da experiência atual.
Em que consiste mesmo este dom? Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, responde bem a esta pergunta: “Se podemos basear-nos no modo como este dom voltou a manifestar-se entre os fiéis cristãos, no século XX, devemos dizer que o dom se apresenta em duas formas: sob a forma de mensagens pronunciadas em assembléia ou sob a forma de oração prolongada, no âmbito privado. Em todo caso, trata-se de sons e palavras que não pertencem habitualmente a língua alguma já existente, mas criadas no momento. Quem fala em línguas não ‘sabe’ o que está dizendo: só ‘sabe que está falando’, isto é, está cônscio do seu falar, pode começar, parar, não é automaticamente arrastado” (O canto do Espírito – Meditações sobre o Veni Creator, Vozes, Petrópolis 1998, 229).
Mas a pergunta importante é: o que a Igreja diz sobre a oração em línguas? Não temos nenhum documento da Igreja que tome um posicionamento direto com relação ao dom das línguas, isto porque, como dissemos é uma experiência que, há muito desaparecida, passou a ser comum entre alguns grupos eclesiais. Será necessário um acompanhamento aprofundado e analítico para gerar uma afirmação doutrinária segura. A Igreja tem acompanhado com solicitude este novo despertar do dom das línguas e, por isso, tem dado instruções pastorais, ou seja, relativas ao modo de vivenciar este dom nas assembléias. A nível nacional temos o Documento 53 da CNBB intitulado Orientações Pastorais sobre a Renovação Carismática Católica, que no número 62 trata especificamente do “orar e falar em línguas”: “O destinatário da oração em línguas é o próprio Deus, por ser uma atitude da pessoa absorvida em conversa particular com Deus. E o destinatário do falar em línguas é a comunidade. O apóstolo Paulo ensina: ‘Numa assembléia prefiro dizer cinco palavras com a minha inteligência para instruir também aos outros, a dizer dez mil palavras em línguas’ (1 Cor 14,19). Como é difícil discernir, na prática, entre inspiração do Espírito Santo e os apelos do animador do grupo reunido, não se incentive a chamada oração em línguas e nunca se fale em línguas sem que haja intérprete”.
Como vemos, o documento só apresenta uma orientação pastoral e não dá uma explicação teológico-doutrinária sobre o tema. Assim como o apóstolo Paulo, os bispos parecem preocupados com os exageros na experiência do dom das línguas na assembléia cristã. Mesmo alguns autores que tratam do dom das línguas parecem colaborar para uma interpretação errônea do seu uso: na Coleção Dons do Espírito, organizada pela Editora Canção Nova, o autor, Márcio Mendes, afirma que a “oração em línguas pode ser aprendida”, assim “como as mais inspiradas formas de oração” (p. 76).
É extremamente necessário um aprofundamento bíblico-teológico da questão, a fim de que a experiência atual deste dom tão belo possa ser feita pelas nossas comunidades de uma forma autêntica, de modo a levá-las a um verdadeiro crescimento espiritual.
Agradecemos a pergunta tão oportuna!
Deus abençoe!
Pe. Júlio César Morais, Diretor de Estudos do Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus e Administrador Paroquial da Paróquia São Sebastião de Senador Mourão.
Resposta à pergunta: “O que a Igreja diz sobre a oração em línguas?”
Querido (a) irmão (a) internauta, o Concílio Vaticano II, num dos seus documentos mais importantes, Lumem Gentium, fala sobre os carismas: “Não é apenas através dos sacramentos e dos ministérios que o Espírito Santo santifica e conduz o Povo de Deus e o orna de virtudes, mas, repartindo seus dons ‘a cada um como lhe apraz’ (1Cor 12,11), distribui entre os fiéis de qualquer classe mesmo graças especiais. Por elas os torna aptos e prontos a tomarem sobre si os vários trabalhos e ofícios, que contribuem para a renovação e maior incremento da Igreja, segundo estas palavras: ‘a cada um é dada a manifestação do Espírito para utilidade comum’ (1Cor 12,7). Estes carismas, quer eminentes quer mais simples e mais amplamente difundidos, devem ser recebidos com gratidão e consolação” (LG, 12).
Este número da Lumem Gentium, como vemos, não fala especificamente do dom das línguas, mas de todos os dons especiais ou carismas que o Espírito Santo doa à sua Igreja. E, portanto, lança luzes especiais sobre a nossa reflexão sobre o dom de orar em línguas.
Nos últimos tempos, especialmente através dos movimentos pentecostais, na Igreja Católica, sobretudo através da Renovação Carismática, tem se tornado muito comum a experiência do dom das línguas. Este dom é apresentado por São Paulo na sua listagem dos carismas presentes na comunidade de Corinto (Cf. 1 Cor 12,10) e parece ter sido muito vivenciado pelos fiéis, de modo correto ou de modo a merecer correção (Cf. 1 Cor 14). Posteriormente, na história da Igreja, encontramos um silêncio a respeito do dom das línguas. De certo modo, existiu um grande silêncio teológico a respeito dos carismas, não só o das línguas. Mas a respeito do dom das línguas não encontramos nem mesmo expressivas menções de sua experiência na vida dos santos. Com o Concílio Vaticano II, expressivamente através do texto que transcrevemos no início, temos uma redescoberta do valor da dimensão carismática da Igreja. E só nas últimas décadas, com o surgimento dos movimentos pentecostais e da RCC, o dom das línguas voltou a ser vivenciado pelas comunidades. Para falar sobre este dom podemos partir, com segurança, somente das palavras do Apóstolo Paulo e da experiência atual.
Em que consiste mesmo este dom? Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, responde bem a esta pergunta: “Se podemos basear-nos no modo como este dom voltou a manifestar-se entre os fiéis cristãos, no século XX, devemos dizer que o dom se apresenta em duas formas: sob a forma de mensagens pronunciadas em assembléia ou sob a forma de oração prolongada, no âmbito privado. Em todo caso, trata-se de sons e palavras que não pertencem habitualmente a língua alguma já existente, mas criadas no momento. Quem fala em línguas não ‘sabe’ o que está dizendo: só ‘sabe que está falando’, isto é, está cônscio do seu falar, pode começar, parar, não é automaticamente arrastado” (O canto do Espírito – Meditações sobre o Veni Creator, Vozes, Petrópolis 1998, 229).
Mas a pergunta importante é: o que a Igreja diz sobre a oração em línguas? Não temos nenhum documento da Igreja que tome um posicionamento direto com relação ao dom das línguas, isto porque, como dissemos é uma experiência que, há muito desaparecida, passou a ser comum entre alguns grupos eclesiais. Será necessário um acompanhamento aprofundado e analítico para gerar uma afirmação doutrinária segura. A Igreja tem acompanhado com solicitude este novo despertar do dom das línguas e, por isso, tem dado instruções pastorais, ou seja, relativas ao modo de vivenciar este dom nas assembléias. A nível nacional temos o Documento 53 da CNBB intitulado Orientações Pastorais sobre a Renovação Carismática Católica, que no número 62 trata especificamente do “orar e falar em línguas”: “O destinatário da oração em línguas é o próprio Deus, por ser uma atitude da pessoa absorvida em conversa particular com Deus. E o destinatário do falar em línguas é a comunidade. O apóstolo Paulo ensina: ‘Numa assembléia prefiro dizer cinco palavras com a minha inteligência para instruir também aos outros, a dizer dez mil palavras em línguas’ (1 Cor 14,19). Como é difícil discernir, na prática, entre inspiração do Espírito Santo e os apelos do animador do grupo reunido, não se incentive a chamada oração em línguas e nunca se fale em línguas sem que haja intérprete”.
Como vemos, o documento só apresenta uma orientação pastoral e não dá uma explicação teológico-doutrinária sobre o tema. Assim como o apóstolo Paulo, os bispos parecem preocupados com os exageros na experiência do dom das línguas na assembléia cristã. Mesmo alguns autores que tratam do dom das línguas parecem colaborar para uma interpretação errônea do seu uso: na Coleção Dons do Espírito, organizada pela Editora Canção Nova, o autor, Márcio Mendes, afirma que a “oração em línguas pode ser aprendida”, assim “como as mais inspiradas formas de oração” (p. 76).
É extremamente necessário um aprofundamento bíblico-teológico da questão, a fim de que a experiência atual deste dom tão belo possa ser feita pelas nossas comunidades de uma forma autêntica, de modo a levá-las a um verdadeiro crescimento espiritual.
Agradecemos a pergunta tão oportuna!
Deus abençoe!
Pe. Júlio César Morais, Diretor de Estudos do Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus e Administrador Paroquial da Paróquia São Sebastião de Senador Mourão.
em sentido pastoral (encontros, reuniões) recomendo a Bíblia da CNBB ou a Bíblia da Paulus, Edição Pastoral
em sentido de estudo sistemático, a Bìblia de Jerusalém e a Biblia TEB, que é uma tradução ecumenica.
Segundo o Catecismo da Igreja Católica:
A.26.3 Corpo e alma
§ 362
A pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. O relato bíblico exprime esta realidade com uma linguagem simbólica, ao afirmar que "O Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente" (Gn 2,7). Portanto, o homem em sua totalidade é querido por Deus.
§ 363
Muitas vezes o termo alma designa na Sagrada Escritura a vida humana ou a pessoa humana inteira. Mas designa também o que há de mais íntimo no homem e o que há nele de maior valor, aquilo que mais particularmente o faz ser imagem de Deus: "alma" significa o princípio espiritual no homem.
§ 364
O corpo do homem participa da dignidade da "imagem de Deus": ele é corpo humano precisamente porque é animado pela alma espiritual, e é a pessoa humana inteira que está destinada a tornar-se, no Corpo de Cristo, o Templo do Espírito.
Unidade de corpo e de alma, o homem, por sua própria condição corporal, sintetiza em si os elementos do mundo material, que nele assim atinge sua plenitude e apresenta livremente ao Criador uma voz de louvor. Não é, portanto, lícito ao homem desprezar a vida corporal; ao contrario, deve estimar e honrar seu corpo, porque criado por Deus e destinado à ressurreição no último dia.
Espírito:
A.26.8 Espírito alma e corpo
§ 367
Por vezes ocorre que a alma aparece distinta do espírito. Assim, São Paulo ora para que nosso "ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo", seja guardado irrepreensível na Vinda do Senhor (1 Ts 5,23). A Igreja ensina que esta distinção não introduz uma dualidade na alma. "Espírito" significa que o homem está ordenado desde a sua criação para seu fim sobrenatural, e que sua alma é capaz de ser elevada gratuitamente à comunhão com Deus.
pode participar do encontro vocacional aqueles que estão cursando o ensino médio. Procure seu pároco para que ele te apresente ao SAV da nossa arquidiocese
não conheço algum, mas indico o site da cnbb que possui um campo a respeito disto. Faça do seguinte modo: acesse este endereço que te fornecerá documentos da Igreja no Brasil e do Mundo a respeito da música litúrgica
http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/265-musica-liturgica
Caríssmo Junior;
A Paz!
Dom Paulo, nosso saudoso arcebispo, foi sepultado na cripita da Catedra Metropolitana de Diamantina. De praxe os bispos e arcebipos são sepultados na diocese ou arquidiocese em que estiveram como pastor pela última vez. Como Dom Paulo era emérito de Diamantina, foi lá o seu sepultamento.
Caro Fabrício;
Saudações. Obrigado por visitar nosso site.
Em relação à sua solicitação: isso vai depender do público para com o qual você vai ministrar a palestra. Se os jovens forem mais maduros, com uma possibilidade de acompnhar um raciocínio mais teológico, faço a sugestão da CARTA ENCÍCLICA DO PAPA BENTO XVI, a sua primeira publicação como Papa. Vc pode encontrar o texto no site do vaticano (em nosso portal tem acesso a este site na parte dos links: www.vatican.va). Vc também pode trabalhar temas bíblicos, que falem sobre o amor ensinado por JESUS CRISTO. É bom saber que o MAIOR AMOR E A MELHOR MANEIRA DE AMAR É AMAR COMO JESUS AMOU E ENSINAR ESSE AMOR: O AMOR ÁGAPE.
Pesquise "veritatis.com": vc vai encontrar em um link no nosso site.
Procure o padre da sua cidade para que ele faça outras sugestões e apresente, quem sabe, algum material.
Fique em paz.
PASCOM -ARQUIDIOCESANA
Caríssima internauta Maria Amelia;
Saudações em Cristo Jesus.
O EJC em Diamantina, tal como ele acontece, de acordo com a sua metodologia própria de encontros e formação não existe. No entanto, existem nas paróquias os grupos de jovens, com seus momentos de encontros e formação. Temos ainda o GOU (Grupo de Oração Universitário), um grupo próprio de universitarios - não excluindo, certamente, quem dele queira participar - que realiza periodicamente seus encontros, que são muito ricos e animados. Contato para este grupo na paróquia Santo Antônio da Sé (procure o contato neste site, através da referida paróquia).
Grande abraço e que Deus abençoe;
Fraternalmente;
PASCOM - Arquidiocesana
Prerzado Júnior;
Para que você participe dos encontros arquidiocesanos do SAV (Serviço de Animação Vocacional), que trabalha o discernimento no jovem vocacionado, você deve, primeiramente, entrar em contato com o seu pároco, demonstrar um interesse pelas coisas de Deus, presentes na sua paróquia e, a partir daí, dizer da sua motivação em querer refletir de modo mais profundo e com um acompanhamento, sobre a sua vocação. No entanto, o processo de acompanhamento a nível de arquidiocese só pode ser feito se o jovem for encaminhado pelo pároco e não de outra forma.
Grande abraço a você e que Deus guarde a sua vocação.
Abraço
PASCOM - Arquidiocesana
Prezado Lucas
Não existe uma idade específica para a entrada do vocacionado ao seminário. O procedimento em nossa arquidiocese acontece da seguinte forma: primeiramente o contato com o pároco da sua paróquia, estar interagido com a vida eclesial onde vive é fundamental. O próprio pároco é quem encaminha o jovem para fazer os encontros vocacionais, condição necessária para o ingresso. Estes encontros acontecem geralmente paralelos ao curso do ensino médio, ou seja, enquando o jovem faz os seus estudos no ensino médio, realiza tembém os encontros vocacionais. Isso enquanto não volta o funcionamento do seminário menor, ou segundo grau, previsto já para o próximo ano. Existe uma equipe a nível de arquidiocese, com um padre coordenador que realiza todo o processo de acompanhamento prévio e apresenta o jovem à formação do seminário.
Olá Gilberto. Agradecemos por entrar em contato conosco.
Para ser colaborador do jornal "A Estrela Polar", você deve, primeiramente, ter um contato com a vida da arquidiocese e da paróquia em que habita. Depois, entre em contato com o editor e diretor do jornal, Pe. José Leonardo, pelo endereço: jornalestrelapolar@arquidiamantina.org.br
Assim, você será orientado dos passos a serem tomados para ratificar a sua colaboração.
Abraços;
PASCOM - Arquidiocesana
Caro amigo internauta,
a sua pergunta é muito pertinente, pois certamente ressoa na consciência de muitos outros cristãos católicos, sem encontrar de imediato uma resposta. Por primeiro é preciso esclarecer: a Igreja não abomina camisinha, pílulas ou outros elementos materiais. Uma pessoa poderia tomar a pílula e não cometer pecado e uma outra não tomar, e usar até mesmo os métodos naturais e cometer pecado. O que a Antropologia Cristã apresenta como moralmente condenável é a prática da anticoncepção que é, antes de ser a escolha de um método, uma opção voluntariamente livre por ter relações sexuais com o fechamento a uma dimensão que é própria do ser humano: a abertura à vida. Existem muitos casos onde, por exemplo, a pílula anovulatória é utilizada como via terapêutica: logo a opção que a pessoa que toma a pílula faz não é de “fazer anticoncepção”, mas de “se curar”, de fazer uma “terapia” que seja apropriada ao mal que lhe acomete. O mesmo acontece por exemplo, com quem tem um ciclo irregular e, justamente para um fim contrário à anticoncepção, ou seja, o de engravidar, precisa fazer uso da pílula para regular o seu ciclo e logo possibilitar uma futura gravidez. Se apresenta muitas vezes a Igreja como contrária à pílula ou à camisinha porque é algo artificial, como se ela dissesse: - “o que é artificial é imoral!”. Se assim fosse a Igreja deveria condenar também o uso de marca-passos e até mesmo o uso de óculos, pois são todos “artificiais”, a um processo que se pode chamar “natural”. O problema da anticoncepção é primariamente ligado à totalidade do homem, de como este vem concebido dentro do mistério de Cristo, e hoje se pode dizer que antes de ser um problema moral este é um problema de fé.
Em Cristo Pe. Adriano
hadrianum@yahoo.com.br
Graças à presença sacramental de Cristo sob cada uma das espécies, a comunhão somente sob a espécie do pão permite receber todo o fruto de graça da Eucaristia. Por motivos pastorais, esta maneira de comungar estabeleceu-se legitimamente como a mais habitual no rito latino. "A santa comunhão realiza-se mais plenamente sob sua forma de sinal quando se faz sob as duas espécies. Pois sob esta forma o sinal do banquete eucarístico é mais plenamente realçado?. Nos ritos orientais, esta é a forma habitual de comungar. (CIC 1390)
A pedido da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Congregação para o Culto divino e a Disciplina dos Sacramentos, em sua carta de 27 de outubro de 1995, aprovou a ampliação do uso da comunhão sob duas espécies nos seguintes casos:
1. A todos os membros dos Institutos religiosos e seculares, masculinos e femininos e a todos os membros das casas de formação sacerdotal ou religiosa, quando participarem da Missa da comunidade.
2. A todos os participantes da missa da Comunidade por ocasião de um encontro de oração ou de uma reunião pastoral.
3. A todos os participantes das Missas que já comportam para alguns dos presentes a comunhão sob as duas espécies, conforme o n° 243 dos Princípios e Normas para uso do Missal Romano:
a. Quando há uma Missa com batismo de adulto, crisma, ou admissão na comunhão da Igreja;
b. quando há casamento na Missa;
c. na ordenação de diácono;
d. na benção da Abadessa (superiora ou prioresa de certas comunidades de religiosas), na consagração das Virgens, na primeira profissão religiosa, na renovação da mesma, na profissão perpetua, quando feitas durante a Missa;
e. na Missa de instituição de ministérios, de envio de missionários leigos e quando se dá na Missa qualquer missão eclesiástica;
f. na administração do viático, quando a Missa é celebrada em casa;
g. quando o diácono e os ministros comungam na Missa;
h. havendo concelebração;
i. quando um sacerdote presente comunga na Missa;
j. nos exercícios espirituais e nas reuniões pastorais;
k. nas Missas de jubileu de sacerdócio, de casamento ou de profissão religiosa;
l. na primeira Missa de um neo sacerdote;
m. nas Missas conventuais ou de uma ?Comunidade?.
4. Na ocasião de celebrações particularmente expressivas do sentido da comunidade crista reunida em torno do altar.
Fonte: Diretório dos Sacramentos ? Diocese de Patos de Minas
A Ordem foi fundada em 1190. Em 1198 transformou-se em ordem militar. Seguiu inicialmente a regra dos Templários e, 1245 recebeu suas prórprias regras. Dedicou-se ao atendimento em hospitais. Foi supressa por Napoleão Bonaparte e voltou a reviver. Existe ainda hoje e dedica-se ao atendimento em hospitais, espeicalmente aos hospitais militares.
A dança é considerada hoje uma expressão de gesto litúrgico. Dança e não somente expressão corporal. Só que há dança e dança. A dança litúrgina no momento do "Glória'ou do " Aleluia", deve ser singela, discreta, compatível com o clima religioso da celebração. Que haja modéstia nas vestes, gestos. Ela está em função do cano e não o canto em função da dança.
Maria foi real e verdadeiramente elevada ao céu em seu corpo e em sua alma. Esta é uma verdade de fé difinida (Papa Pio XII em 1 de novemmbro de 1950). É um fato que recebeu, para a tranqüilidade dos católicos a confirmação do Magistério da Igreja e, por isso, esta verdade é considerada um dogma da Igreja.
Não se trata de combater esta ou aquela doutrina ou ideologia. Para o católico, Deus é Pai Providente, vela e conserva o mundo. Jesus Cristo veio para levar a humanidade de volta para o PaI. O homem não está sujeito à interferência de astros, planetas e constelações. A Igreja proclama Jesus Cristo como único salvaddor da humanidade. Quem não quiser aceiitar, busca o que quer...